Brasil de Pelotas está na Série B do Campeonato Brasileiro

ANTERIOR Imagem feita de cima do trio elétrico na tarde deste domingo na avenida Fernando Osório, de onde os jogadores, dirigentes e comissão técnica partem em um trio elétrico em direção ao estádio Bento Freitas - Carlos Insaurriaga - Especial DP
ANTERIOR Imagem feita de cima do trio elétrico na tarde deste domingo na avenida Fernando Osório, de onde os jogadores, dirigentes e comissão técnica partem em um trio elétrico em direção ao estádio Bento Freitas – Carlos Insaurriaga – Especial DP

O Brasil deve um busto a Rogério Zimmermann, que em 2012 chegou ao clube que ainda vivia resquícios do trágico acidente de 2009. O Brasil deve um busto a Eduardo Martini, que ano passado classificou a equipe à Série C e na tarde deste sábado (17) fechou como uma fortaleza o gol rubro-negro. E o Brasil devia mais uma grande emoção ao seu torcedor, que em todos os jogos desta terceira divisão acompanhou o clube. Por ora, não deve mais.

Pois neste sábado o Brasil fez história. Para se lembrar para sempre. E em outras vidas, se for possível. No estádio Castelão lotado, o Xavante se defendeu muito. Lutou muito. E viu Eduardo Martini fazer em solo cearense a melhor atuação da sua longa carreira. Foi assim, com todos esses componentes e raríssimos lances de ataques xavantes – raríssimos, mesmo, pois o goleiro rival Ricardo Berna apenas assistiu ao jogo – que o rubro-negro ficou no 0 a 0 e garantiu vaga na semifinal da Série C. O mais importante: vaga na Série B de 2016, quando terá – enfim – o calendário completo que tanto sonhou.

ANTERIOR Nena é perseguido pelo zagueiro do Fortaleza na tarde deste sábado na Arena Castelão, na capital cearense; empate em 0 a 0 classifica o Xavante para a semifinal da Série C e também para disputar a Série B do Campeonato Brasileiro em 2016 - Carlos Insaurriaga - Especial DP
ANTERIOR Nena é perseguido pelo zagueiro do Fortaleza na tarde deste sábado na Arena Castelão, na capital cearense; empate em 0 a 0 classifica o Xavante para a semifinal da Série C e também para disputar a Série B do Campeonato Brasileiro em 2016 – Carlos Insaurriaga – Especial DP

O jogo

Pense muito antes de definir o que é jogar bem. Pense, com a competência defensiva do Brasil. Pois foi espetacular e surpreendente o que os comandados de Rogério Zimmermann fizeram neste sábado.

Talvez nunca, entre todas as séries brasileiras de futebol, um time tenha jogado tão fechado. Literalmente, retrancado. Neste sábado, se alguém ainda não sabia qual a real característica rubro-negra, aprendeu: o Brasil é força, vontade e superação. 

Postado completamente atrás, o cartão de visitas do Fortaleza veio logo cedo. Aos dez minutos, o atacante Lúcio Maranhão chutou cruzado, a bola desviou em Leandro Camilo e tocou no travessão. Ufa, respiraram os xavantes.

Mas não era possível respirar mais. Sempre atacado, o Brasil via a todo instante os cearenses rondarem a área vermelha e preta. Apenas dois minutos se passaram quando outra bola foi desviada para Martini operar um milagre – a primeira gigante defesa do camisa 1 de outras tantas.

Vieram outras tantas. Martini era acionado sempre. Era sempre impecável. Aos 27 minutos da etapa final, Pio arriscou de longe, a bola desviou e o goleiro rubro-negro espalmou.

Trinta e oito minutos. Elias, experiente jogador com passagens pela Série A nacional, desviou de cabeça e por outro milagre, este do além, a bola não entrou. Aos 42, Elias de novo tentou, agora com chute rasteiro: Martini jogou para fora.

Desesperados, os cearenses já não encontravam ideias para furar a barreira rubro-negra. Angustiados, os xavantes tentavam amornar um jogo que, por essência, era elétrico. Não adiantou. Xaro fez cera e foi expulso pelo segundo cartão amarelo.

A angústia só aumentou. Até que aos 50 minutos o jogo acabou. O acesso chegou. E o Brasil está na Série B.

Ficha técnica

Fortaleza: Berna; Tinga, Lima, Adalberto e Thalysson (Elias); Auremir (Pio), Corrêa, Daniel Sobralense, Éverton e Maranhão (Ricardo Jesus); Lúcio Maranhão. 
Técnico: Marcelo Chamusca

Brasil: Martini; Wender, Leandro Camilo, Teco e Xaro; Leandro Leite, Washington, Diogo Oliveira e Felipe Garcia (Papa); Cleverson (Galiardo) e Nena (Cirilo).
Técnico: Rogério Zimmermann

Fonte: Diáro Popular

Redação

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