Brasil perde para o Flamengo mas garante o jogo de volta no Maracanã

Foto: Divulgação/DP
Foto: Divulgação/DP

Ainda haverão incontáveis jogos no Bento Freitas. Se passarão dias, meses, anos e o famoso templo rubro-negro continuará pulsando uma energia que só ele é capaz de transmitir. Por lá, muitas lágrimas ainda serão derramadas. Vitórias serão festejadas. Derrotas virarão motivo para lamento. Muitos minutos percorrerão o cronômetro do árbitro, para o bem e para o mal. Mas da noite desta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015, cada momento ocorrido no reduto Xavante ficará estancado para sempre na memória do torcedor que viu o Brasil perder para o Flamengo, por 2 a 1, e mesmo assim comemorou o placar do jogo de ida da primeira fase da Copa do Brasil.

Apesar da vantagem que obtiveram, não se pode dizer que os cariocas encurralaram o Brasil por todo o confronto. Por quase dez minutos, foram os pelotenses que jogaram feito grande, entre passes trabalhados e finalizações. Que se não serviam para levar muito perigo, colaboravam ao menos para aumentar o som vindo das arquibancadas.

Eram 22h12min da noite desta quarta, 11 minutos de jogo, quando um silêncio momentâneo se instalou. Em jogada do rápido Marcelo Cirino, a bola chegou a Alecsandro que chutou e só não abriu o placar porque a bola bateu na marcação e saiu. O Bento Freitas calou-se, talvez para recuperar o batimento apreensivo de quem ficou sem respirar.

Seis minutos depois a torcida já estava a plenos pulmões. Isso se percebeu pela vibração quase de gol após Wender aplicar dois balõezinhos e tocar para Márcio Hahn, que foi derrubado e gerou uma boa falta em favor do Brasil. Forster, perito na bola parada, bateu mal.

Eram 22h30min. Decorridos 29 minutos de jogo. E então o Xavante pecou. Escalado de modo inesperado, Ricardo Bierhals, 22 anos, recuou fraco demais uma bola boba a Martini. Ela sequer chegou ao goleiro. Oportunista, Alecsandro bateu e abriu o placar na Baixada: 1 a 0.

À vontade
O jogo ficou ao gosto do Flamengo. À frente no marcador, os cariocas amordaçaram o duelo. No segundo tempo, foram raras as chances claras de gol. Tão raras como o que aconteceu aos 29 minutos do segundo tempo, às 23h35min. Em chute distante de Pará, aparentemente sem perigo, o herói do acesso à Série C falhou. Martini, estático, deixou o 2 a 0 acontecer.

Àquela altura o Bento Freitas já não era o mesmo de horas antes. Triste, a Baixada pulsava à base de batimentos intervalados. O segundo jogo, com aquele placar, não haveria. Era uma questão de tempo para mais um capítulo de Brasil e Flamengo findar-se. Agora triste. Mas o que ficará estancado eternamente na memória dos xavantes é o que aconteceu aos 47 minutos: Forster cruzou. Nena cabeceou. E a Baixada explodiu.

Dois minutos depois, com jogo encerrado e derrotado por 2 a 1, o Brasil vibrava junto à torcida. Ciente de que agora será muito difícil reverter o placar no confronto da volta. Mas também de que será saboroso demais voltar a encarar o Flamengo. E ter ainda mais história para contar.

Ficha técnica

Brasil: Eduardo Martini, Wender (Galiardo), Ricardo Bierhals, Fernando Cardozo e Rafael Forster; Leandro Leite, Washington e Márcio Hahn (Diogo Oliveira); Alex Amado (Cleiton), Felipe Garcia e Nena Técnico: Rogério Zimmermann

Flamengo: Paulo Victor;Léo Moura, Wallace, Samir e Pará; Cáceres (Jonas), Márcio Araújo e Canteros; Marcelo Cirino, Eduardo da Silva (Arthur Maia) e Alecsandro (Luiz Antônio). Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Arbitragem: Vinícius Furlán, auxiliado por Miguel Ribeiro da Costa e Carlos Augusto Nogueira Júnior

Local: estádio Bento Freitas

Por Renan Silva – Diário Popular

Redação

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