Comunidade e direção debatem a crítica situação do hospital de Morro Redondo

Na última terça-feira (14) lideranças políticas locais, funcionários e direção do hospital Doutor Ernesto Maurício Arnadt, estiveram reunidos para tratar sobre os rumos do hospital que assim como mais de 50 hospitais no estado, vivem uma situação crítica.

Falta de médicos e salários atrasados preocupam também a comunidade que precisa e conta com as portas abertas do único hospital da cidade e uma referência na região, e que deste o ano passado já está atuando como pronto atendimento.

Indignado com alguns comentários sobre a atual gestão do hospital, o presidente Osmar Franchini, falou do momento delicado que passa a instituição e disse que o momento é para unir forças em prol do hospital. “Convidamos várias representações do município, e infelizmente poucas se fizeram presentes”, disse.

Já para a diretora do hospital, Leni Waltzer o objetivo da reunião foi para ouvir ideias e buscar soluções tanto dos políticos presentes como da própria comunidade. Ela ainda aproveitou para apresentar valores que hoje seriam necessários para quitar as dívidas do hospital, e que chegam a mais de R$ 290 mil.

DEMONSTRATIVO DAS DESPESAS ATUAIS E PENDENTES

Raio x R$ 18 mil

Reclamatória R$ 22 mil

Janeiro 2017 (folha e encargos) R$43 mil

INSS (Dezembro de 2016) R$ 5.877 mil

Total: R$ 89 mil (valor aproximado).

PLANTÃO 2016

Novembro R$ 51 mil

Dezembro R$ 53 mil

INSS (Dezembro) R$ 13 mil

IRRF (Dezembro) R$ 10 mil

Total: R$ 128 mil (valor aproximado).

Em meio as explicações de vereadores que estão acompanhado a situação, o vereador Daniel Gularte (PTB) falou sobre as tratativas junto a 3° Coordenadoria Regional de Saúde, e a Secretaria de Saúde do Estado. “Na última conversa, o governo do estado deixou claro que boa parte dos atrasados dificilmente serão pagos, mas que um novo contrato será feito com o hospital nos próximos dias, num valor que pode chegar a R$ 30 mil mensal”, explicou.

Já o vereador Anderson Güths (PTB), também afirmou que hoje não há um convênio formalizado entre estado e hospital, e que é isso que precisa ser buscado mais rapidamente para assegurar novos recursos, e lembrou que em 2016, a prefeitura cobriu boa parte dos plantões para não deixar o hospital desassistido, mas que a realidade financeira é outra.

Presente na reunião e representando o prefeito, o vice-prefeito Velocino Leal (PP) falou sobre a possibilidade do hospital buscar judicialmente os atrasados, e que, mesmo sem saber da pauta da reunião, falou sobre a crise financeira em que vivem as prefeituras, e afirmou querer ajudar a solucionar o problema.

De outro lado, o governo estadual informou nas reuniões que aconteceram, que o motivo que fez com que os valores atrasados não fossem pagos, foi a falta de adequação e readequação de alguns critérios necessários para que os contratos não deixassem de vigorar, o que foi inclusive, confirmado pelos vereadores que acompanham o desenrolar.

Para a secretária de saúde do município Maria Augustina Lüdtke, a crise no hospital tem lotado os postos de saúde, que devem realizar apenas um atendimento de atenção básica, e isso tem comprometido a qualidade dos serviços dos postos. Ainda segundo ela, na reunião em que participou, o estado colocou da necessidade da direção do hospital acompanhar mais sobre as deliberações que acontecem na capital, o que, segundo eles, quase não aconteceu em 2016.

A diretora Leni Waltzer, falou das dificuldades que a direção possui em deslocar-se para este tipo de atividade, já que nenhum membro da direção recebe para realizar o trabalho que é totalmente voluntário. O que não seria o principal problema, levando em conta o apoio que pode ser dado pelo executivo quanto a isso.

Também presente, a assessora parlamentar do deputado estadual Pedro Pereira, Angelica B. dos Santos também aproveitou para colocar o mandato do deputado à disposição inclusive com visitas a hospitais que já atuam como pronto atendimento, e citou a importância de tratar a pauta como prioridade. “Percebe-se que o próximo, e principal passo, é buscar novamente o contato com a secretaria de saúde do estado, para efetivamente definir recursos imediatos para o hospital voltar a funcionar normalmente”, destacou.

Funcionários presentes, pediram ao vice-prefeito a inserção dos funcionários na folha de pagamento da prefeitura, o que para Velocino será levado ao conhecimento do atual prefeito Diocélio Jaeckel (PTB). Mas o que dificilmente acontecerá, visto que a prefeitura já tem uma folha de pagamento que não suportaria o valor gasto com os funcionários do hospital.

Como conclusão da reunião, ficou acordado que uma comissão com diversos setores da sociedade civil, será organizada para dialogar com o governo do estado, além de ideias que surgiram momentaneamente como um possível aluguel do raio x que encontram-se parado, busca de apoio através de doações da comunidade, e um incentivo que poderia existir para que o abatimento do imposto de renda fosse revertido à instituição, através de sua filantropia.

Também estiveram presentes além da comunidade, pastores, e os vereadores, Anderson Güths (PTB), Luis Fernando Soares (PTB), Márcio Zanetti (DEM), Thiarles Schneider (PT) e Zelodir Novack (DEM).

Redação

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