Episódio envolvendo o Hospital do município chama a atenção da comunidade

Na noite da última quarta-feira (2) por volta das 20h, um fato despertou a indignação dos pacientes do hospital Dr. Ernesto Maurício Arndt que esperavam por atendimento médico.

Segundo relato de pessoas que aguardavam para serem atendidas, a médica que estava de plantão mostrava-se sem condições de efetivar as consultas, com dificuldades até mesmo para se locomover.

À pedido da direção, os pacientes foram informados através dos funcionários que estavam trabalhando, de que a médica não iria atender por não estar em aptas condições. Sendo disponibilizada para os casos de urgência, uma ambulância para deslocamento ao município de Pelotas.

Nosso site procurou a direção do hospital, que deu a sua versão dos fatos. De acordo com a diretora Leni Waltzer, a médica que atua a mais de 20 anos no município, esteve com problemas pessoais, mas que após tratamento encontrava-se bem e trabalhando normalmente. “Sabemos da capacidade profissional da médica que sempre realizou um bom trabalho, mas em virtude do último fato, a mesma foi liberada pelo hospital para fazer novo tratamento de saúde”, explicou a diretora.

Já o prefeito municipal Rui Brizolara, que recebeu a nossa reportagem na tarde de hoje (3), mostrou-se preocupado com o episódio. Indagado sobre as providências a serem tomadas, ele contou que procurou a direção do hospital na manhã desta quinta-feira (3) para solicitar que outro médico passe a atuar.

Brizolara ressaltou ainda que o executivo paga os médicos que estão atuando no hospital, mas não pode se responsabilizar pela conduta dos mesmos.

“A prefeitura cobre os custos dos profissionais, durante a semana – exceto as segundas e quartas-feiras – em virtude de não haverem médicos para atuar, e também aos finais de semana e feriados. Hoje o valor que repassamos ao hospital para pagamento dos médicos, ultrapassa R$ 80 mil ao mês”, contou.

Com o repasse financeiro feito pelo poder público municipal, e o governo estadual o hospital tem conseguido – mesmo com todas as dificuldades encontradas por se tratar de um Hospital de Pequeno Porte (HPP), e portanto com um repasse de recursos do estado muito pequeno – manter a maioria dos serviços à comunidade, que merece, e sobretudo, tem direito constitucional de receber os atendimentos necessários e prioritários.

Redação

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