IPHAN visita Morro Redondo e inicia o Plano de Salvaguarda da Tradição Doceira na Região

Representantes do Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (IPHAN) estiverem em Morro Redondo nesta terça-feira (20) para dar início ao processo de salvaguarda da Tradição Doceira de Morro Redondo como Patrimônio Cultural Imaterial.

A proposta, de acordo com Beatriz Freire, foi apresentar as novas etapas do processo, após o reconhecimento do registro feito pelo IPHAN em maio deste ano.

O primeiro passo que foi o inventário social, foi documentado através de uma ampla e detalhada pesquisa por professores da UFPel, dos cursos de História e Antropologia que deram vida ao estudo e que mais tarde com o apoio de diversas instituições ganhou força e levou ao reconhecimento e consequentemente ao registro.

Salvaguarda – Se trata das formas de apoio a continuidade do bem cultural reconhecido, e a mobilização dos atores (no caso os doceiros) para buscar as ações necessárias e as políticas a serem implantadas com a forma participativa da comunidade e das instituições que integram a tradição doceira no município.

Para Batriz e Rejane Schneider, a união de esforços poderá garantir muitas ações que podem afetar de forma muito positiva o município e a região como um todo. “O Estado, os autores e detentores da tradição e ainda as instituições, de forma articuladas devem traçar alternativas para que o resgate da cultura doceira esteja sendo discutido, planejado e trabalho nos mais diversos segmentos”, disseram.

Durante todo o dia o debate foi em torno do que pode ser feito para que Morro Redondo possa se apropriar ainda mais durante todo o processo de salvaguarda, para garantir efetivamente a tradição doceira como um patrimônio imaterial.

Na ocasião também foi apresentado em primeira mão o modelo do móvel que estará disponível a todos os comerciantes da cidade que quiserem expor os doces coloniais nos mais variados estabelecimentos da cidade.

Além de Morro Redondo os municípios compostos pela antiga Pelotas: Arroio do Padre, Capão do Leão também estiveram representadas no encontro que ocorreu no Centro Cultural de Eventos Valdino Krause. Turuçu e Pelotas também integram todo o processo.

Estiveram presentes os membros do Museu Histórico da cidade, o professor do curso de Museologia da UFPel Diego Ribeiro e a aluna Andrea Messias que são articuladores do museu da cidade e que falaram sobre a participação do museu em todo o processo que envolve as memórias relacionadas ao doce colonial. O professor do curso de história Fabio Vergara, que também integrou o início da pesquisa destacou a forma como Morro Redondo enxergou a potencialidade de evidenciar a sua cultura e parabenizou, especialmente as crianças do CTG Cancela Grande que de forma surreal, se apropriaram de algo inédito que está acontecendo em torno de toda comunidade e estão conseguindo transmitir de forma muito real através da arte.

Além dos já citados também estiveram presentes, o prefeito municipal Diocélio Jaeckel, o vice Velocino Leal, o Secretário de Educação Anderson Güths, a Secretária de Saúde, Maria Augustina Lüdtke, o Secretário de Desenvolvimento Rural Flavio Almeida, os vereadores Márcio Zanetti, Silvia Wahast e Tchiarles Scheineider, a assessora do deputado Pedro Pereira, Angelica B.dos Santos, assessores do deputado Zé Nunes, a gestora de projetos do Sebrae Jussara Argoud, o presidente da Associação de Empreendedores de Turismo Luiz Neuman, o presidente do Conselho Municipal de Turismo Pedro Vieira, as representantes da Embrapa Clima Temperado Sonia Desimon e Ana Cristina Krolow, e o escritório da Emater Municipal, representados pela nova chefe Karin Peglow, Adriane Lobo e Heloísa dos Santos, Daniel Vaz também articulador da pesquisa e vinculado ao curso de Antropologia da UFPel e o prefeito do Arroio do Padre Leonir Aldrighi Baschi.

Redação

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