Médicos cubanos poderão atender em 19 cidades gaúchas

Neste fim de semana, a leva inicial de médicos cubanos, formada por 400 pessoas, desembarca em quatro capitais brasileiras para começar um trabalho que pode se estender pelos próximos seis anos. Vindos de um país onde a média de profissionais que exercem a Medicina por habitantes é mais que o triplo do Brasil, os estrangeiros poderão ser alocados em 19 cidades do Rio Grande do Sul.

Os 4 mil médicos cubanos serão destinados aos 701 municípios brasileiros que foram ignorados pelas escolhas de brasileiros e estrangeiros na primeira fase do Programa Mais Médicos — que visa ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país. Os cubanos não poderão escolher o município de trabalho e a lista final com as cidades para onde irão ainda não está definida. No Rio Grande do Sul, somente 19 estão entre os municípios que ninguém escolheu.

A lista de 22 Estados que receberão médicos cubanos tem em primeiro lugar o Piauí, seguido de Bahia e Maranhão. São os que possuem algumas das menores proporções de médicos por mil habitantes do Brasil. A região Sul tem 79 cidades pré-selecionadas.

Dos 4 mil médicos contratados em um acordo de cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) com o Ministério da Saúde, apenas 400 chegarão para o processo de avaliação que começa na próxima segunda-feira. Algumas das 701 cidades ainda ficarão sem médicos do programa. Os cubanos serão colegas dos profissionais estrangeiros inscritos na primeira fase do programa e ficarão sob análise de conhecimentos da saúde pública brasileira e da língua portuguesa até 13 de setembro, em quatro capitais: Brasília, Recife, Salvador e Fortaleza. Em 16 de setembro, devem começar a atender os pacientes em Unidades Básicas de Saúde de cidades situadas principalmente nas regiões norte e nordeste do país. Os outros 3,6 mil cubanos devem começar a trabalhar no Brasil até o final deste ano.

Mesmo que passem por esta avaliação antes de começarem a atuar, com possibilidade de serem eliminados, o membro do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina (Cremers), Claudio Franzen, explica que as entidades mantém a posição contrária ao programa Mais Médicos. Ele considera a vinda dos cubanos como uma atividade comercial entre os governos.

— Nossa posição continua sendo a mesma. O Brasil tem médico em número suficiente, não necessita de médicos estrangeiros. Para nós sabermos a qualificação, eles teriam de se submeter ao exame chamado Revalida. Se eles não conseguem passar neste exame, fica a grande dúvida das condições deles para atender a população. O curso de Medicina dura seis anos, depois disso fazemos mais três anos de residência médica. Como que em três semanas o governo pretende preparar esses profissionais? — indaga Franzen.

Na assinatura do acordo entre a Opas e o Ministério da Saúde, o representante da Opas no Brasil, Joaquín Molina, disse que esta é a maior cooperação técnica realizada pela organização e representa um marco. Para Molina, ambos os países serão beneficiados.

As cidades gaúchas:

Araricá

Campo Bom

Capela de Santana

Caraá

Charqueadas

Crissiumal

Derrubadas

Estância Velha

Mampituba

Morrinhos Do Sul

Nova Hartz

Palmares do Sul

Portão

Santa Tereza

Santo Antônio da Patrulha

Sao Jerônimo

Sapucaia do Sul

Terra de Areia

Triunfo

Fonte: Zero Hora

Redação

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