Preconceito como fator agravante dos transtornos mentais

Ainda hoje, é comum encontrarmos pessoas que reagem de forma preconceituosa quando sabem que algum conhecido, ou familiar recorreu ao auxílio psicológico. Esse preconceito relacionado aos transtornos psíquicos se torna um fator agravante dos mesmos. Por falta de conhecimento e por horas ausência de empatia e sensibilidade, julgamos a dor do outro somente porque ela não é palpável, minimizamos quadros de intenso sofrimento emocional pelo fato dessa dor, que é na alma, não ser identificada através de um exame de imagem e (ou) laboratorial.

Meu papel como profissional da saúde é despertar a consciência da população a respeito da importância do cuidado da mente. Se você está com problemas de visão, procura logo o oftalmologista, já se o problema é no estômago é o telefone do gastro que irá tocar. Mas se a questão é emocional o que acontece? Muitos esperam que o problema evapore, lutam de forma quase inútil contra a tal da ansiedade ou depressão. Em outros casos, de forma irracional compram um bem material e mascaram o problema.

Além do sofrimento causado pelos transtornos mentais como depressão, ansiedade e bipolaridade, o indivíduo precisa conviver muitas vezes com piadas de mal gosto, e falta de respeito daqueles que deveriam apoiar ou minimamente respeitar a sua queixa. Precisamos nos despir de todo preconceito, exercer de fato a empatia. Nosso desconhecimento ou ignorância não pode prejudicar uma vida!

Precisamos enxergar o individuo como corpo e mente e que devemos estar atentos aos sinais e sintomas de ambos, para que tenhamos equilíbrio.

Talvez, o dia que olharmos para o doente com mais amor e respeito diminuam as taxas de suicídio, provavelmente eles saiam de seus calvários, certamente nesse dia as pessoas procuraram por auxilio profissional sem tantos receios, sem aquele medo de serem julgadas como “fracas”, lamentavelmente há uma inversão de valores, pois as pessoas não adoecem por serem fracas, mas sim pela ânsia de serem fortes o tempo inteiro.

Psicóloga Josiane Gonçalves

Redação

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