Protestos dos caminhoneiros afetam entrega de combustível e alimentos no RS

Foto: Divulgação
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Em Pelotas, o protesto do caminhoneiros chega ao segundo dia e os primeiros reflexos do movimento começam a ser percebidos. Alimentos e combustíveis já estão em falta em alguns estabelecimentos.

Na Ceasa, por exemplo, pode faltar hortifrutigranjeiros para distribuir no varejo a partir de quarta-feira. Os caminhões que saíram nesta terça-feira (24) para Porto Alegre e Caxias do Sul tiveram de retornar. “Já não conseguimos mandar alimentos para Jaguarão hoje (terça). O caminhão ficou trancado”, disse a empresária Lívia Benemann.

O posto de combustíveis São José, no centro, está desde o meio-dia sem gasolina comum e gasolina aditivada. Segundo a direção do estabelecimento é provável que não seja reposto o estoque nesta terça. No posto Ipiranga da avenida Fernando Osório, a gasolina comum deve terminar ainda nesta terça

A Concessionária do Polo Pelotas, Ecosul informou que foi feito um desvio no quilômetro 525 da BR-392 (Rio Grande – Pelotas) para oferecer condições normais de trânsito. Também permanece bloqueado, a rodovia sentido Pelotas-Bagé. Outro trecho interditado é o Km 529, na BR-116, rodovia que liga Pelotas a Jaguarão.

Com objetivo de suspender os bloqueios das rodovias federais em sete estados, a Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu nesta terça-feira (23) entrar na Justiça Federal com um pedido de liberação das rodovias bloqueadas. De acordo com a AGU, a medida tem o apoio do Ministério da Justiça, por meio da Polícia Rodoviária Fderal e da Força Nacional. O órgão informa ainda que pediu a autorização da Justiça para que o Poder Público possa adotar “medidas necessárias para garantir a circulação nas pistas e a fixação de multa de R$ 100 mil para cada hora que os manifestantes se recusarem a liberar o tráfego”.

Outro protesto

 140 da BR-392 que havia sido fechado na manhã desta terça-feira (24), – próximo ao posto de combustível Fita Azul, em Canguçu -, foi liberado a poucos minutos, segundo informou site da Ecosul. Pais de alunos da Escola Euclides da Cunha, do 3º Distrito, que já haviam protestado na segunda-feira, voltaram o abloquear o trecho deste à 6h.

Início
Desde a noite de domingo, manifestantes protestam na BR-392, nos quilômetros 62 e 66 (trechos de acesso a Pelotas pelo Simões Lopes e pela avenida Duque de Caxias) e também no KM 68. Os caminhoneiros querem melhores condições das estradas, aumento no preço de frete, redução no custo do óleo diesel e o alto custo dos pedágios. A mobilização é nacional e teve início em Mato Grosso. No Estado são 22 pontos de manifestações.

A paralisação é apenas para caminhões de transporte de cargas não perecíveis. Veículos de passeio, ambulâncias, motos e estão sendo autorizados a passar.

Leite

Indústrias estão com 80% da capacidade ociosa porque caminhões estão parados, relatou o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul, Alexandre Guerra em entrevista ao Gaúcha Atualidade.

– Há indústrias paradas. Trabalhamos com produtos perecíveis, que não podem esperar o dia seguinte.

A Associação Brasileira de Proteína Animal faz um relatório sobre a situação para entregar ao ministro Miguel Rosseto, da Secretaria-Geral da Presidência.

Com informações do Diário Popular e Rádio Gaúcha

Redação

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