Reunião preparatória para a Audiência Pública sobre a Cosulati é realizada

Foto: Letícia Santos/ MRO
Foto: Letícia Santos/ MRO

Auditório lotado e espírito de união. Assim foi a reunião preparatória que aconteceu nesta quarta-feira (17) visando a Audiência Pública da próxima semana.

Produtores de frango e de leite, transportadores, funcionários, vereadores, e Sindicato da Alimentação concluíram a pauta para o último encontro que pode começar a definir os rumos da Cooperativa Sul-Riograndense de Laticínios (Cosulati) neste ano.

Aumento nos custos, e a elevação dos preços do milho e do farelo de soja, são alguns dos fatores que ajudaram a desencadear os problemas, segundo os produtores. Com uma arrecadação que gera cerca de 25% da economia do município, uma das maiores empresas da Região Sul, desperta incertezas e muita angústia na comunidade.

Conduzindo a reunião, a produtora rural Luciane Couto fez um breve relato sobre as tratativas que estão sendo tomadas desde janeiro quando uma comissão foi montada para tratar dos assuntos com a direção da Cooperativa e das reuniões que aconteceram para debater a crise na empresa.

Luciane falou ainda, que um dos motivos para a reunião foi o intuito de saber de cada segmento o que está sendo dito pela direção da Cooperativa. Entendemos que muitas informações estão desencontradas, e por isso precisamos ouvir todos”, esclareceu. A produtora foi além em seu pronunciamento. “A Cooperativa nada mais é do que os associados, e nosso principal objetivo é não parar as atividades de uma instituição que tem mais de 40 anos de história”, destacou.

Já o presidente do Sindicato Lair de Mattos manifestou mais uma vez a sua indignação com a situação em que a atual administração retrata as justificativas para a crise. Esperamos a presença da direção na audiência para que se pronuncie e comece a mudar a forma de tratar o assunto. “Caso a direção não queira se pronunciar, buscaremos outras alternativas, mas a responsabilidade social tem que ser lembrada por seus administradores”, disse.

Comissão que irá comandar a Audiência definiu os últimos assuntos que deverão fazer parte da pauta. Foto: Letícia Santos/MRO
Comissão composta por um representante de cada segmento, irá comandar a Audiência definiu os últimos assuntos que deverão fazer parte da pauta. Foto: Letícia Santos/MRO

A medida adotada em dezembro pela presidência – com uma para estratégica que poderá durar até 180 dias, tem afetado diretamente a vida de seus associados não só de Morro Redondo, mas também da região que abastecem a cooperativa. Transportadores vinculados não recebem desde setembro de 2015, segundo eles.

Durante o encontro que durou mais de três horas, também foram apresentadas algumas das respostas dadas pela cooperativa aos questionamentos da comissão que tem negociado diretamente com os diretores da Cosulati, através de um Termo de Reivindicação elaborado pelo grupo. Entre os questionamentos, a comissão solicitou o pagamento de um salário mínimo a cada lote de cinco mil aves não alojadas no período de paralisação das atividades avícolas, que foi aceita pela direção.

A Audiência Pública promovida pela Câmara de Vereadores do município, será na próxima quarta-feira (24) às 13h30min, no Centro de Eventos Valdino Krause em Morro Redondo. São esperadas diversas lideranças políticas da região e do Estado, além de Sindicatos, associados e direção da Cooperativa.

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Redação

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