Exclusivo: Semana decisiva para o destino da Cosulati

A cooperativa publicou edital em 18 de outubro convocando os cooperados para assembleia geral extraordinária que será realizada no dia 8 de novembro, com o objetivo de aprovar o procedimento de Dissolução Voluntária. As votações, que acontecem através de delegados de núcleos que representam os cooperados, começaram hoje (1°).

Uma reunião de coordenadores realizada na sede da Cosulati no Capão do Leão, nesta segunda-feira (31/10) definiu os nomes que poderão compor a nova gestão da Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios (Cosulati) para os próximos dois anos, em caso de aprovação do procedimento de Auto Liquidação.

Segundo a produtora Luciane Couto, “foi com a esperança de uma mudança no  preocupante  cenário da nossa cooperativa, que um grupo de produtores que desde janeiro deste ano, vem reunindo-se a fim de receber respostas da diretoria e colaborar com a recuperação das suas atividades, que deslumbra a real possibilidade de acompanhar mais de perto este processo de recuperação”.

Foi através do edital de convocação para a Assembléia Geral Extraordinária que prevê mudança no comando da Cosulati que este mesmo grupo com o objetivo de sempre “somar forças” para salvar a cooperativa, decidiu montar um grupo alternativo sugerindo nomes para concorrer ao novo corpo que regirá a cooperativa nos próximos dois anos.

“O objetivo era renovar para somar, neste projeto teríamos um liquidante e três membros para compor o conselho fiscal, todos eles produtores”, explicou Luciane. Que seriam:

Liquidante – Adelci dos Santos Camargo- 5º distrito de Canguçu, aposentado do Banco do Brasil e produtor de leite.

Conselho Fiscal:

Darli Kütter – 1º distrito de Canguçu, produtor de leite e frango.

Dionis Neves Danda- 7º distrito de Pelotas, criador de leite e frango.

Luciane Couto da Silva- Colônia Sta Bernardina, produtora de frango.

No entanto na reunião de ontem, a atual administração sugeriu e entrou-se num consenso de que fosse mantido um único nome de liquidante, no caso o atual gerente da unidade de laticínios, Airton Seyfert, e que os quatro nomes sugeridos pelo grupo concorresse ao Conselho Fiscal, juntamente com os três nomes sugeridos por Airton.

“Diante da delicada situação é chegada a hora dos associados exercerem seu direito de ajudarem neste processo e irem as urnas votarem em seus representantes para que novos ventos soprem trazendo boas alternativas para salvarmos a nossa cooperativa Cosulati”, finalizou Luciane.

O advogado Rafael Lüdtke, que acompanhou uma comissão de produtores na reunião, constatou que, tal reunião foi realizada para articular as pré-assembleias que acontecem nos núcleos, a partir de hoje, 01/11/2016. Para que seja aprovada a Dissolução Voluntária, deverá ter a votação expressiva de 2/3 dos cooperados presentes. Além disso, deverão ser votados, em eventual aprovação da medida, o nome do liquidante e 3 conselheiros fiscais, bem como será deliberada suas remunerações.

No que diz respeito a importância das medidas a serem tomadas, Lüdtke enfatizou que a Dissolução Voluntária é vista pelos atuais gestores e consultores como a única forma de salvar a cooperativa. A situação de fato é muito preocupante. Desta forma, a proteção jurídica do procedimento da liquidação, diante das circunstancias,  segundo estes, deverá ter um papel relevante na reestruturação da Cosulati”

“É de suma importância a participação de todos os cooperados no processo de votação sobre o destino da cooperativa, seja no sentido de aprovar o procedimento de Dissolução Voluntária ou reprovar, bem como, eventualmente, escolher o nome do Liquidante e dos conselheiros, que terão a grande responsabilidade de fazer com que a cooperativa prossiga com as atividades sociais honrando os compromissos junto aos credores”, concluiu.

Redação

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