Situação da Cosulati preocupa gestores da Azonasul

A franqueza de diálogos foi a tônica da reunião mantida ontem (6) entre gestores da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) e o presidente do Conselho Fiscal da atual gestão da Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios (Cosulati), Almir Fernando Mendonça, para a exposição do quadro financeiro da organização. O encontro foi realizado em Pelotas com a participação de secretários municipais de Agricultura e prefeitos dos municípios que têm envolvimento direto com a Cooperativa.

“Queremos, mais uma vez, defender Cooperativa. Pois acreditamos que ela é um patrimônio de nossa região e muito mais do que isto, ela significa o sustento de milhares de produtores, a fixação do homem no campo e a garantia do desenvolvimento sustentável”, disse o presidente da Azonasul, Rudinei Harter, prefeito de São Lourenço do Sul, ao iniciar os debates.

Com várias intervenções dos participantes e indagações sobre os últimos fatos envolvendo os setores administrativos da cooperativa, que resultaram em novas demissões e troca de cargos diretivos, os gestores apresentaram as dificuldades que estão enfrentando para incentivar produtores a dar continuidade à produção de leite e entrega à cooperativa. “Já percorremos diversos órgãos para buscar alternativas com respaldo político para a crise que se instalou e se for preciso e viável, faremos isso novamente”, disse o prefeito de Cerrito, Douglas Silveira.

A mesma posição foi defendida pelo presidente do Consórcio Público do Extremo Sul (Copes), Luiz Alberto Perdomo, prefeito de pedras Altas, ao declarar que a principal fonte econômica de seu município é a atividade leiteira.

Em resposta, Mendonça declarou que o atual grupo não mede esforços para equacionar os problemas e que além das dívidas acumuladas, o volume de leite que vem chegando à plataforma não é suficiente para o funcionamento pleno da unidade. Ao anunciar uma assembleia que elegerá um novo interventor, marcada para o dia 23 de abril, o presidente enumerou uma série de dificuldades para a escolha do novo interventor, que assumirá uma dívida no valor de R$ 250milhões e os novos rumos da organização. “ Há consultores que estão trabalhando em nossos setores para encontrar alternativas, uma delas é a criação de um fundo e outra, uma central para o processamento da mat& eacute;ria prima.

Os prefeitos, por sua vez, defendem que o novo interventor seja uma liderança que não tenha envolvimento direto na Cosulati em cargos de direção ou conselho. “ É latente a necessidade de acharmos um nome emblemático, identificado com o meio rural e que esteja disposto a trabalhar arduamente pela sobrevivência dessa organização”, resumiu o presidente da Azonasul.

Informações: Azonasul

Redação

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