Vítima conta detalhes do assalto no 3º Distrito de Canguçu

O site Canguçu On Line conversou com exclusividade com Juliano Mülling Timm, filho do proprietário da residência na localidade do Faxinal, no 3º Distrito de Canguçu, que foi invadida na noite da última sexta-feira (6), por bandidos armados que mantiveram sua família refém por 9h.

No conversa Juliano entra em detalhes do que aconteceu com sua família em uma noite que até o momento parecia normal até que 4 ou 5 homens armados invadiram a casa e fizeram praticamente todos de reféns.

 

Leia o relato de Juliano completo ao Canguçu On Line:

Canguçu On Line: O que aconteceu com vocês na noite de sexta-feira (6)?

Juliano Timm:
Foi uma noite de pesadelo para toda a nossa família. Durou nove horas de muito medo e terror. Os ladrões chegaram muito bem armados por volta das 19hs de sexta, estavam todos mascarados. Conforme eles mesmos nos disseram, já estavam rondando a casa muito cedo. Com certeza foi tudo bem planejado. Tinha muita movimentação de carros. Eu cuidei bem os carros que passaram na estrada, é meu costume. Um fiat uno e uma Hillux passaram várias vezes naquele dia.

Canguçu On Line: Quantos bandidos estavam na sua casa? Ao chegar, quem os bandidos encontraram primeiro?

Juliano Timm:
Tudo começou quando o pai chegou de caminhão de viagem e foi abordado por 3 deles. Ao todo eram 4 ou 5 elementos. Foram entrando e renderam toda a família na sala. Minha avó mora na casa ao lado, uma senhora de 74 anos. Fizeram meu pai ir lá e buscar ela, um bandido ia sempre junto. Buscaram também o vizinho da casa de baixo. Renderam todos na sala. Disseram que ninguém tinha dinheiro e a situação estava ruim pra todo mundo, e como eles não sabiam fazer outra coisa, tinham que roubar. Disseram que tinham família e precisavam fazer alguma coisa. 

Canguçu On Line: O que foi roubado de sua propriedade, como eles  transportaram esses produtos que levaram? Quanto tempo durou a ação?

Juliano Timm:
Eles inicialmente ediram dinheiro, armas, reviraram toda a casa em busca de alguma coisa de valor. Tiraram até a minha aliança. Levaram TV, ferramentas, carne, combustível, agrotóxicos para o fumo que tiraram de cima do caminhão. Pensamos que ia durar pouco tempo, geralmente os assaltos duram pouco, mas com a gente foi diferente, fomos feitos reféns. Tiveram muito tempo pra fazer a ação, levaram os nossos dois tratores com os quais trabalhamos na lavoura. Chamaram um caminhão plataforma pra levar os tratores. 

Canguçu On Line: Como você e sua família ficaram enquanto os bandidos praticavam a ação?

Juliano Timm:
Enquanto carregavam os tratores, amarraram eu, meu pai e meu irmão na sala, depois soltaram. Tiveram tempo pra fazer o que queriam: se alimentaram e usaram o banheiro. Durante tudo isso, muitas motos e carros passaram na estrada. As luzes da casa estavam todas acesas em plena madrugada. Mas parece que ninguém desconfiou de nada. Antes de ir embora, os ladrões amarraram todos: minha mãe, avó e minha irmã dentro de casa, e os outros todos dentro da estufa de fumo. 

Canguçu On Line: Os bandidos feriram alguém, qual foi as ordens que eles deram a sua família? Como vocês conseguiram acionar a polícia após eles irem embora?

Juliano Timm:
Deram ordem de sair pra rua somente quando o sol nascesse. Mas conseguimos nos soltar antes. Foram embora por volta das quatro horas da manhã. Só poderíamos ligar pra polícia depois das 8 da manhã. Conseguimos o celular da vó, ligamos mas a polícia nem se quer veio. Ninguém nos agrediu, somente nos amararam. Nos deixavam ir no banheiro. Diziam que não iam machucar ninguém. Só devíamos entregar o que eles queriam. Quando foram embora, ainda pediram desculpas. Graças a Deus estamos bem, mas muito assustados e desanimados. Trabalhamos duro, pra num piscar de olhos, vagabundos virem, invadirem e casa e levar.

Relato exclusivo de Juliano Mülling Timm ao site Canguçu On Line.

Redação

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